Temática 2016-2017




P R O F E S S A R


Modelo
Pier Giorgio Frassati

Símbolo
Piolet (picareta de alpinista)

Desafio
"Viver sem uma fé, sem uma luta constante pela verdade, não é viver mas somente vegetar"










Pier Giorgio Frassati
nasceu em Turim, Itália, em 6 de Abril de 1901 e faleceu em 4 de julho de 1925. Oriundo de uma família abastada e de grande prestígio, dela recebeu uma ténue educação religiosa, onde se destaca a figura marcante da sua avó, por quem nutria grande admiração. Nenhum ato heroico marca a vida breve deste jovem tão parecido com os seus contemporâneos e tão próximo dos jovens de hoje. A razão da sua santidade está precisamente na sua vida “normal” enraizada na fé em Cristo e encarnada na comunidade eclesial (no seu caso expressou-se na pertença a diversos grupos de oração, acção social e actividade política).

Os que pensam que os santos são pessoas tímidas e solitárias, que desprezam esta vida por só pensarem na outra, ficarão surpreendidos diante da figura do beato Pier Giorgio Frassati: verdadeiro brincalhão, apelidado de “Robespierre” pelos seus amigos, com quem formou a associação denominada “I tipi loschi” – os tipos arruaceiros. Frassati foi um amigo dos pobres e via neles o próprio Cristo.

Foi chamado de Homem das oito beatitudes pelo papa João Paulo II, que o nomeou Patrono dos Desportistas e o beatificou a 20 de Maio de 1990.

Plenitude

24 anos foi o tempo da vida terrena de Pier Giorgio Frassati. Mas foi uma vida intensa! Compromisso com os amigos,os estudos, a intervenção social e política, o desporto, fazem deste jovem um exemplo actual do que é uma vida plena. Dele escreveu o Cardeal Etchegaray: “Como jovem, fascinado pelo desportivismo de Pier Giorgio, teria desejado imenso fazer parte dos seus grupos. Este conquistador dos cumes, este suscitador de amigos, este consolador dos pobres, este apaixonado de acção social, era, antes de tudo, um místico. A sua vida transbordante, exuberante de juventude, extraía a sua força de uma união íntima com Cristo vivo, que ele respirava a plenos pulmões com o ar dos cumes”.

Vocação

Jovem do seu tempo, Pier Giorgio viveu a sua fé bem no coração do mundo. Perto de Deus e perto do povo, intervindo activamente nas questões sociais e políticas, também com as suas contradições, aponta-nos claramente o caminho da santidade na condição “secular”, tal como sugere o Vaticano II: “Por vocação própria, compete aos leigos procurar o Reino de Deus tratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus. Vivem no mundo, isto é, em toda e qualquer ocupação e actividade terrena, e nas condições ordinárias da vida familiar e social, com as quais é como que tecida a sua existência. São chamados por Deus para que, aí, exercendo o seu próprio ofício, guiados pelo espírito evangélico, concorram para a santificação do mundo a partir de dentro, como o fermento, e deste modo manifestem Cristo aos outros, antes de mais pelo testemunho da própria vida, pela irradiação da sua fé, esperança e caridade. Portanto, a eles compete especialmente, iluminar e ordenar de tal modo as realidades temporais, a que estão estreitamente ligados, que elas sejam sempre feitas segundo Cristo e progridam e glorifiquem o Criador e Redentor” (Lumen Gentium 31). Compreender deste modo a fé cristã, é reconhecer que a vida não é fruto de acasos, mas resposta livre à iniciativa de Deus que não se cansa de chamar homens e mulheres a oferecerem a vida por amor..




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